quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

.
CÃO BEIJOQUEIRO


.
.

BOM DIA


.
.

3-BIZARRO

FORA "D'ORAS"

X-MOUNT OLYMPUS/3




*Quem diz que os artistas não são atletas?

 O artista belga Jan Fabre e 27 outros artistas conceberam uma apresentação de 24h sem paragem nem intervalos, intitulada de Mount Olympus, que foi estreada no Berliner Festspiele. 
O incrível feito de resistência foi escrito, dirigido e coreografado por Fabre, que novamente empurra os limites do teatro.

Depois de 12 meses de ensaios, Mount Olympus tentou unir todas as facetas do trabalho anterior do artista. 

Descrito como 'um projecto excepcional' no site do Berliner Festspiele, os artistas  'dançaram, actuaram, amaram, sofreram, dormiram e sonharam ao percorrerem os mitos da Grécia antiga'.  Levaram os espectadores através duma actuação entre o acordar e o sonhar, entre o sonho e a realidade.

Actuações anteriores baseadas na resistência, tal como a sua peça de oito horas 'Isto é Teatro Como Era Esperado e Antecipado'  (1982), revolucionaram o conceito da arte de teatro e actuação.

Desde 1951 que o Berliner Festspiele une uma variedade de entre-cruzamentos de disciplinas artísticas e de eventos culturais para promover a rica e colorida paisagem artistica de Berlim.


** Somos suficientemente incultos e incapazes para considerar como arte este espectáculo, não há como aprender e digerir.

*** A primeira parte da encenação foi editada neste blogue entre 07 e 25 de Abril.

**** A segunda parte da encenação foi editada neste blogue a partir de 02/06/17.
Disfrute.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

.

.
16-ARTE ARRISCADA

INSOMNIE

Interpretação de:
NELE SUISALU
Música, voz e coreografia de:
FLORENCE CAILLON



FONTE: EolienneCaillon


.
.

GRANDES LIVROS/43

AUTORES DO MUNDO

4- ÊXODO

Autor desconhecido



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.
HOJE  NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
Stiglitz diz que Trump é o maior risco
 para a economia em 2018

O economista considera que a imprevisibilidade do presidente dos EUA coloca desafios à economia, e diz que a reforma fiscal que promoveu é a pior que viu na vida.

O economista Joseph Stiglitz considera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, constitui o maior risco para a economia mundial em 2018, sobretudo devido à imprevisibilidade das suas decisões.
.
Numa entrevista à Bloomberg TV, no Dubai, o Prémio Nobel da Economia, afirmou que "no geral, Trump é o maior risco", quando questionado sobre os maiores desafios para o próximo ano.

"Não sabemos o que vai fazer em nenhuma das dimensões. Isso inclui política externa, Coreia do Norte. Há um nível de erraticidade que torna as previsões muito difíceis", acrescentou.

Stiglitz criticou ainda a reforma fiscal dos Estados Unidos, aprovada pelo Senado no início da semana passada, por aumentar a desigualdade no país e criar distorções entre sectores.

"É provavelmente a pior lei fiscal que vi na minha vida. Aumenta os impostos para a maioria dos cidadãos, que vão pagar um corte para as grandes empresas e os bilionários, numa altura em que a desigualdade é um grande problema no país. E cria grandes distorções entre os sectores", justificou o economista.

Apesar de acreditar que o presidente dos Estados Unidos deixou de lado a sua política do dólar forte, Stiglitz antecipa que o corte dos impostos vai conduzir a um maior défice orçamental, um maior défice da balança comercial e, consequentemente, a uma subida da divisa norte-americana.

"Ele [Trump] percebeu finalmente que um dólar fraco é bom para as exportações e para baixar o défice comercial. O que ele parece não entender é que o valor do dólar não é controlado pelo presidente. Ele pode ter muitos poderes mas esse não é um deles", afirmou. "O valor do dólar é determinado por factores macroeconómicos. E os factores que ele está a promover, nomeadamente o corte de impostos, vão conduzir a um maior défice orçamental, um maior défice comercial e um dólar mais forte".

Na mesma entrevista, Stiglitz falou sobre as mudanças na política monetária dos principais bancos centrais do mundo, prevendo que, no próximo ano, a Reserva Federal dos Estados Unidos "vai liderar o caminho". "Acho que a acção mais forte virá da parte da Fed", antecipou.

"O mais interessante é ver o que vai acontecer com o BCE, porque enfrentam um dilema: se seguirem os EUA, Itália terá um problema. Tem um grande défice em relação ao PIB, e se as taxas de juro subirem fica difícil de gerir e a Europa poderá ter uma nova crise. Penso que serão mais contidos no ajustamento", concluiu. 

* Uma entrevista a tentar ler na íntegra.

.
.

III-ATEÍSMO
A breve história da descrença
4- A Hora Final



As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.
HOJE  NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Proteção Civil vai alugar 50 meios 
aéreos contra fogos em 2018 

Autoridade vai também comprar quatro estações móveis para a rede SIRESP.

O combate aos incêndios florestais vai ter 50 meios aéreos alugados em 2018 e 2019 e vão passar a estar disponíveis durante todo o ano aeronaves para fazer face à impressibilidade meteorológica, anunciou esta terça-feira o presidente da Proteção Civil. 

Mourato Nunes disse, durante uma audição no parlamento, que os 50 meios aéreos que vão ser alugados incluem 38 helicópteros ligeiros, um dos quais para a Madeira, para ataque inicial, seis anfíbios médios, quatro anfíbios pesados para incêndios de grande dimensão e dois aviões de avaliação e coordenação para o comando e controlo. 

A colocação do helicóptero ligeiro na Madeira foi decidida depois de terem sido realizados testes que demonstram a capacidade de operação na ilha. 
 .

A pedido do CDS-PP, o presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), general Mourato Nunes, deu conta das "alterações significativas" que vão ser introduzidas em relação aos meios aéreos de combate aos incêndios florestais, nomeadamente "no plano tático e operacional", bem como ao nível dos procedimentos de contratação.

 "As alterações mereceram o acolhimento da tutela e vão ser já aplicadas no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais [DECIF] de 2018 e 2019", disse Mourato Nunes aos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. 

Das alterações a introduzir em 2018 e 2019, o presidente da ANPC destacou as mudanças "no número e na tipologia dos meios a utilizar" e "no alargamento do período de empenhamento" ao longo do ano e diário.

"Afigura-se adequar a disponibilidade de determinados meios durante todo o ano em ordem a fazer face à imprevisibilidade e severidade meteorológica de modo a garantir uma plena eficácia operacional", disse. 

Aos jornalistas, Mourato Nunes explicou que "faz sentido" existir meios aéreos durante o ano todo porque deixou de existir fases de combate a incêndios "perfeitamente definidas". 

"Dado que os meios aéreos do Estado não são em quantidade suficientes para garantir, ao longo de todo ano, a presença de aeronaves, temos um determinado número de aeronaves que estarão disponíveis desde o início do ano até ao final e, naquele período mais intenso, teremos um número mais significativo", afirmou. 

O número de aeronaves disponíveis durante todo o ano ainda não está definido, mas Mourato Nunes avançou que vão ser os helicópteros ligeiros para primeira intervenção. 

Questionado sobre o fim ou não das fases de combate a incêndios florestais, o mesmo responsável referiu que esta situação ainda não está definida, mas não vão ser tão flexíveis. 

Na comissão, o presidente da Proteção Civil disse também que vai ser alargado o período diário da operação dos meios aéreos para que possam operar "enquanto existir luz solar e não apenas 12 horas", período máximo atual. 

"O alargamento do período diário da operação para além das 12 horas diárias traduzirá uma inequívoca potenciação da capacidade de combate, permitindo apoiar durante um período mais alargado os meios terrestres com inequívocos ganhos de eficiência", realçou. 

Mourato Nunes disse ainda que, até que a gestão e coordenação dos meios aéreos próprios do Estado seja transferida para a Força Aérea Portuguesa (FAP), a ANPC está a diligenciar, em articulação com a FAP e tutela, a resolução das problemáticas relacionadas com os helicópteros Kamov. 

Dos seis Kamov do Estado, três estão operacionais, um acidentado desde 2012 e outros dois encontram-se para reparação desde 2015. 

O presidente da ANPC disse ainda que é necessário dotar a Proteção Civil "de meios e recursos materiais mais eficientes" para agilizar a respetiva capacidade de resposta. 

Nesse sentido, anunciou que se encontra em curso um levantamento do universo de recursos materiais existentes "tendentes à avaliação do corresponde estado e subsequente hierarquização das prioridades de renovação do mesmo". 

Mais quatro estações móveis da rede SIRESP 
O presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil anunciou também esta terça-feira a aquisição de quatro estações móveis (EM) da rede SIRESP, passando a ANPC a dispor de seis unidades para posicionar pelo país. 

"Encontra-se a decorrer o procedimento aquisitivo de mais quatro [estações móveis] o que consubstanciará um manifesto incremento da eficácia do sistema de comunicações de emergência, nomeadamente no que diz respeito à capacidade operacional face à possibilidade que existe de os dispor em território nacional já em posições que consideramos de maior interesse operacional", disse Mourato Nunes, no parlamento.

 "Acresce às duas estações móveis disponibilizadas em junho, mais quatro", adiantou.

 Desde junho, depois do incêndio de Pedrógão Grande, que a ANPC tem disponíveis duas estações móveis do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

* Parece-nos uma boa comunicação dum plano teoricamente estruturado, note-se que nada está comprado, alugado ou reparado, mas damos ao sr. presidente da ANPC o benefício da dúvida.
Gostaríamos de saber como vai ser encarada as situações de pessoas que pertencendo a instituições que combatem o fogo são sócios de empresas cujo negócio é fogo.


.
.
IV-EXPEDIÇÃO AVENTURA

3- PARAÍBA
2- A MATA PARAIBANA


COM RICHARD RASMUSSEN

As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.
HOJE  NO 
"OBSERVADOR"
Manuel Delgado nega relação pessoal
 com presidente da Raríssimas

Em entrevista à TVI, Manuel Delgado negou qualquer relação de caráter pessoal com Paula Brito e Costa. A reportagem divulga inúmeras fotos dos dois, em viagens alegadamente pagas pela Raríssimas.

O demissionário secretário de Estado da Saúde negou ter qualquer relação que não estritamente profissional com Paula Brito e Costa, presidente da Rarríssimas que também se demitiu esta terça-feira, durante uma entrevista que a TVI transmitiu esta noite.

UMA BELA AMIZADE
A jornalista Ana Leal questiona Manuel Delgado sobre as viagens que realizou com a presidente da associação e o então secretário de Estado refere apenas duas, de trabalho, a Burgos e a Buenos Aires. A jornalista confronta Manuel Delgado com “uma viagem ao Brasil em que, pelo menos, viajou no mesmo avião que a presidente” e em que “foi tudo tratado pela Raríssimas”.

Manuel Delgado confirma a viagem – ainda que não a tenha referido na primeira resposta – mas nega que tenha sido a Raríssimas a pagar, justificando: “a viagem foi tratada pela Raríssimas porque eu estava em contacto com eles e pedi para eles eventualmente fazerem a reserva porque se calhar era mais económico”.

A jornalista Ana Leal pergunta, então, a Manuel Delgado se, para além da ligação profissional que manteve com Paula Brito e Costa, mantinha uma relação de caráter pessoal. O secretário de Estado demissionário nega. Enquanto Manuel Delgado responde negativamente à jornalista, a reportagem da TVI mostra fotografias de índole pessoal e íntima, em que o agora ex-governante e a ex-presidente da Raríssimas surgem abraçados e a viajar juntos.

Manuel Delgado confirma a viagem – ainda que não a tenha referido na primeira resposta – mas nega que tenha sido a Raríssimas a pagar, justificando: “a viagem foi tratada pela Raríssimas porque eu estava em contacto com eles e pedi para eles eventualmente fazerem a reserva porque se calhar era mais económico”.

A jornalista Ana Leal pergunta, então, a Manuel Delgado se, para além da ligação profissional que manteve com Paula Brito e Costa, mantinha uma relação de caráter pessoal. O secretário de Estado demissionário nega. Enquanto Manuel Delgado responde negativamente à jornalista, a reportagem da TVI mostra fotografias de índole pessoal e íntima, em que o agora ex-governante e a ex-presidente da Raríssimas surgem abraçados e a viajar juntos.

Manuel Delgado demitiu-se esta terça-feira do cargo de secretário de Estado da Saúde e foi substituído por Rosa Matos Zorrinho, até agora presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

* É-nos completamente indiferente que o ex-secretário de Estado tenha ou não um relacionamento em privado com a ex-presidente da Raríssimas, pensamos que ambos são exemplos de pacóvios tugas a "armar ao fino" com o dinheiro da instituição, isso é que é muito grave.

.

LAURINDA ALVES

.




O cliente é parvo 
e nunca tem razão

Existe um sem número de empresas que nos fazem pagar valores inconcebíveis por bens e serviços, usurpam-nos o dinheiro, põem-nos de castigo ou desprezam-nos mesmo quando foram elas que se portaram mal.
Existe um sem número de empresas que nos fazem pagar valores inconcebíveis por bens e serviços que podem ser adquiridos online, usurpam o nosso dinheiro e depois põem-nos de castigo ou desprezam-nos mesmo quando foram elas que se portaram mal. Organizações cuja cultura de empresa parece ser “haja o que houver, o cliente é parvo nunca tem razão!”.

Cada vez há mais companhias destas no mercado e o problema é que não só nos enganam e confundem, como fazem germinar à sua volta uma cultura daninha de não-protesto. As pessoas sentem-se enganadas, defraudadas e até vigarizadas, mas acabam por encolher os ombros, desistindo de protestar quando percebem que as suas reclamações, mesmo cheias de razões, são remetidas para endereços de email de onde chegam, desfasadas, respostas-padrão escritas por gente que nunca dá a cara nem atende o telefone. Aliás, nunca há contactos de telefone nestas empresas, para evitar este confronto de voz.

Na realidade há muitas organizações que maltratam os seus clientes e abusam da sua confiança, defraudando as suas expectativas. Empresas online a operar em múltiplos países, a cobrar valores muito acima daquilo que seria legítimo e até a sacar dinheiro dinheiro aos mais incautos. Há estas e há as outras, que fornecem serviços a preços justos ou até low cost, mas quando alguma coisa corre menos bem, nunca estão lá para amparar os seus clientes, para os compreender e compensar, fidelizando-os à sua marca. Dou dois exemplos: o Viagogo, site criado para comprar bilhetes de concertos, e a Ryanair.

Em lado nenhum está escrito que o Viagogo pode cobrar mais 100€ do que o valor nominal que aparece impresso nos bilhetes que vende online e remete por mail, mas na realidade cobra. Pior, fica-nos com o dinheiro e não faz devoluções porque argumenta que é mesmo assim.

Na semana passada aconteceu comigo, mas pode acontecer com qualquer um e, também por isso, escrevo. Para que haja cada vez menos incautos a alimentar os vícios de empresas como estas. 

Estavamos a 3 dias do concerto da Carminho e eu estava fora de Lisboa. Recorri ao computador, escrevi no google “comprar bilhetes concerto Carminho” e apareceu em primeiro lugar o site Viagogo que está criteriosamente feito para nos confundir. Aliás este site sobrepôe-se a qualquer ticketline e afins, e isso só se consegue pagando ou usando expedientes nem sempre completamente transparentes ou justos.

O site aparece cheio de alertas e motores de busca a rodarem, a dar uma ilusão de pesquisa mundial, com caixas a avisarem que os bilhetes estão a esgotar e a ser vertiginosamente vendidos. Queria 2 bilhetes e precisava que fossem lugares vizinhos, para nos podermos sentar lado a lado, pois ia com a minha mãe, que tem 82 anos e, como é óbvio, não dava para ficarmos cada uma na sua ponta do Pavilhão Atlântico.

Fui informada de que naquele preciso instante ainda havia 2 bilhetes a 24€, 12 a 53€ e 18 a 61€. Tentei os de 24€, mas mal cliquei apareceu uma faixa encarnada a dizer que tinham acabado de ser vendidos. Tipo leilão acelerado, em que ficamos cheios de urgência para licitar, com medo de perdermos as peças que queremos a todo o custo comprar. Voltei atrás e verifiquei então que havia os tais 12 bilhetes a 53€. Carotes, mas enfim, tratava-se de um presente de anos. Lá cliquei para os obter e começou mais um countdown urgente que avisava: “estes bilhetes vão estar reservados para si apenas durante breves minutos”. E o relógio em desconto de segundos e minutos sempre visível e enervante no canto superior direito do ecran.

Comprar online exige tempo e atenção, para não darmos ordens nem clicarmos em sítios errados, pois todos sabemos que uma vez pagos os bens ou serviços, não há volta a dar porque nunca mais ninguém nos devolve o que porventura pagámos em excesso. Como também não está lá ninguém a quem possamos fazer perguntas, temos que ter olho vivo e pé ligeiro para não nos deixarmos enganar, mas também não perdermos a possibilidade de comprar o que precisamos de comprar.

Assim sendo fui dando os passos que me eram pedidos, com o relógio sempre a descontar e um sem número de alertas a dispararem no ecran, dando conta de que os bilhetes estavam a esgotar. Em cada clique tinha um novo aviso e parecia uma cena de doidos: quanto mais avançava, mais me parecia que ia perder também aqueles dois bilhetes.

Depois de escrever tudo o que é preciso e passar para o lado de lá a morada e contactos, mais os dados do cartão de crédito, o tempo também estava prestes a esgotar porque vá-se lá saber porquê, alguns passos demoram mais que outros e nem sempre os cliques eram imediatos. Deve ser de propósito, mas nós, os incautos, só percebemos isso depois.

Abreviando a história, quando fiz o último clic, já com tudo pago e sem poder voltar atrás, apareceu no ecran a bonita soma de 148€. Cento e quarenta e oito euros? Como assim, se os bilhetes custavam 53€ cada um? A comissão do site Viagogo é de 42€? E isso é possível? E não são denunciados? Onde estão as autoridades reguladoras das actividades económicas online? A quem podemos recorrer para nos queixarmos de motores de busca que nos levam para sites enganadores? Qualquer método de venda é aceitável? Enquanto o comércio offline está altamente controlado, as compras online parecem estar em roda livre.

Fiquei mal disposta, claro, mas o pior veio depois: os bilhetes que chegaram via mail para imprimir tinham o valor nominal de 24€. Os tais que tinham acabado de ser vendidos, mas afinal sobraram para mim ao dobro do preço. Fora a escandalosa comissão, note-se. Percebi imediatamente que iamos ver o concerto de muito longe, naqueles lugares em que mal se percebe a figura dos músicos, ainda por cima em lugares pagos a preços vip, como se estivéssemos na primeira fila da plateia.

Reclamei, protestei, escrevi e disse tudo o que tinha a dizer, mas os senhores que anotam o descontentamento perante os procedimentos Viagogo não se ralaram nada e escreveram de volta a dizer que neste site os bilhetes não têm preço definido. Ou antes, cada um estabelece o valor que quer. Bonito serviço. Teoricamente podem ser mais baratos, dizem eles, mas também podem ser muito mais caros. Eu sei. Aliás, só não sei de ninguém que tenha conseguido comprar esses tais bilhetes muito mais baratos.

Senti-me parva e sem razão, claro. Enganada e sem alento para manter um diálogo de surdos. Nunca mais volto a comprar nada através deste site, mas pergunto-me quantos parvos como eu caem todos os dias nesta armadilha?

A Ryanair é outro caso de maus tratos aos clientes. Há mais empresas destas, imperialistas, absolutistas, que impõem regras absurdas nos países onde operam, mas agora falo de outra má experiência recente, ainda que já tenham passado uns meses. O meu pai ainda estava vivo e íamos ao Porto em família. Compramos bilhetes de avião com antecedência e correu tudo bem até à véspera, dia em que fui assaltada no Metro e fiquei sem carteira nem documentos. Perto da saída da estação de Metro havia uma esquadra de Polícia e lá fui dar conta da ocorrência. Passaram-me um papel a certificar o que tinha acontecido e garantiram-me que poderia viajar de avião, dado que era um voo nacional.

Na manhã seguinte comparecemos no balcão da Ryanair e começou uma novela interminável. Os papéis da Polícia estavam claros e bem redigidos, a PSP é uma autoridade idónea, eu estava acompanhada dos meus pais e tinha comigo fotocópias do meu cartão de cidadão que, por acaso, tinha em casa. Ou seja, tinha uma declaração que certificava o assalto, tinha fotocópias do meu cartão e tinha os meus pais comigo, cujos nomes e apelidos coincidiam milimetricamente com os da minha filição, que constam no meu cartão de identificação. Estava em Lisboa e queria embarcar para o Porto, mas os senhores da Ryanair alegaram regras internacionais e outras coisas que tais para nos impedirem de viajar.

Depois de uma longa e erosiva conversa ao balcão, o homem manteve-se irredutível.
– Não vão e não voam!
– Mas temos todas as provas e documentos necessários, está escrito que se tiver testemunhas da minha identidade posso embarcar, tenho os meus dois pais comigo e não me deixam apanhar o avião?
– Não. São ordens e são regras.
– Estamos em Portugal, para me deslocar de cidade para cidade ninguém me pede identificação, esta é a regra no meu país.
– Pois, mas a Ryanair tem regras internacionais.
– Para voos nacionais?

Fez silêncio. Não tinha resposta e deve ter pensado que lhe podia acontecer o mesmo. Espero.
– Então quero o meu dinheiro de volta, porque senão é um duplo roubo. Ontem roubaram-me os documentos e hoje a Ryanair fica com a totalidade do dinheiro que paguei por 3 bilhetes de ida e volta, pois os meus pais não estão em condições de viajar sozinhos.

De nada adiantou argumentar. Falar com funcionários destas empresas, quando estão em modo ‘resistência passiva-agressiva’ é pior que esbarrar contra muros intransponíveis. Pedi o livro de reclamações (para quê? ainda hoje me pergunto), redigi com fúria e precisão, entreguei o livro e saí dali para a Gare do Oriente, onde compramos três bilhetes de comboio sem que o funcionário levantasse os olhos para saber quem eu era e, muito menos, de quem era filha.

Ryanair também nunca mais, livra!

IN "OBSERVADOR"
05/12/17


.
.


1439.UNIÃO



EUROPEIA



.
HOJE  NO 
"RECORD"

Orelha de Stephen Smith rasgada ao soco

As imagens são impressionantes. O pugilista britânico Stephen Smith não foi vítima de nenhuma dentada na orelha, mas quase ficou sem ela, pois a cartilagem acabou destruída.
.
Se recordarmos um dos combates mais dramáticos na história do boxe, há mais de 20 anos, Myke Tyson mordeu a orelha de Evander Holyfield com o intuito de a arrancar e quase o conseguiu.

Mas desta vez, em Las Vegas (EUA), o mexicano Francisco ‘Bandido’ Vargas não tinha essa intenção, embora tenha deixado Smith quase no mesmo estado, com a orelha rasgada, vítima de tantos socos.

A luta acabou por ser interrompida ao 9º round, quando os juízes decretaram KO técnico a favor de ‘Bandido’, depois de avaliarem o estado lastimoso da orelha esquerda de Stephen Smith.

Foi a melhor decisão para proteger o atleta britânico, pois Vargas estava a dominar por completo, com os parciais de 89-82, 88-83 e 88-83.

Com este resultado, o mexicano passou a deter 24 vitórias, 17 delas por KO, e duas derrotas no seu currículo, enquanto Smith conheceu a sua quarta derrota em 29 combates, com 15 vitórias por KO.

Face ao sucesso deste domingo, Francisco Vargas continua com os seus objetivos desportivos intactos, pois pretende recuperar o título mundial de pesos-plumas já no próximo ano. Quanto a Stephen Smith, vai ter de recorrer a um cirurgião que lhe repare a orelha.

* O boxe é um desporto maravilhoso.

.
.
160-BEBERICANDO


COMO FAZER "VINHO QUENTE"

. .
.
.

7-O UNIVERSO
SUBMARINO



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.
.
HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Quem é a nova secretária de Estado
 da Saúde, Rosa Matos Zorrinho

Rosa Matos Zorrinho era a atual presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

O primeiro-ministro António Costa nomeou Rosa Matos Zorrinho para o cargo de secretária de Estado da Saúde, depois da saída de Manuel Delgado, que apresentou o pedido de exoneração após ver-se envolvido na polémica de gestão danosa da Associação Raríssimas - por ter sido pago pela consultoria com dinheiros do Estado.
 .
Licenciada em sociologia pela Universidade de Évora e com pós-graduação em administração hospitalar, Rosa Augusta Valente de Matos Zorrinho, nascida em 25 de janeiro de 1962, é natural de Avanca (Estarreja). Rosa Zorrinho era a atual presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo desde janeiro de 2016, depois de ter presidido ao conselho diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, entre 2005 e 2011, onde já tinha sido vogal entre 1996 e 2002.

De 1990 e 1996, a nova secretária de Estado foi administradora no Hospital do Espírito Santo, em Évora, responsável pela gestão dos recursos humanos, instituição onde voltou de 2002 a 2005 para administrar pelouro dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica e serviços hoteleiros.

É casada com o eurodeputado socialista Carlos Zorrinho.

A tomada de posse da nova secretária de Estado será esta terça-feira, às 19:30, segundo divulgou a Presidência da República. De acordo com a nota publicada no site de Belém, "o Presidente da República aceitou hoje as propostas do primeiro-ministro de exoneração, a seu pedido, do secretário de Estado da Saúde, Manuel Martins dos Santos Delgado, e de nomeação para o mesmo cargo da dra. Rosa Augusta Valente de Matos Zorrinho".

O canal televisivo TVI divulgou no sábado uma reportagem sobre a gestão da Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras, financiada por subsídios do Estado e donativos. A investigação mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e gastos pessoais. Brito e Costa demitiu-se entretanto, dizendo que está a ser vítima de uma "cabala".

A reportagem da TVI falou ainda com o atual secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que foi consultor da Raríssimas, que disse em entrevista ao canal, que o que fez foi uma colaboração técnica e que nunca participou em decisões de financiamento.

Também a deputada do PS Sónia Fertuzinhos é referida pela reportagem como tendo feito uma viagem paga pela Raríssimas. Citada pelo Observador, a deputada afirmou que viajou para uma conferência na Suécia da Organização Europeia para as Doenças Raras, mas que reembolsou a IPSS.

* À senhora Secretária de Estado desejamos o maior sucesso.


.
.

Adele

When We Were Young


.
.
HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DA MADEIRA"
Voo especial para estudantes começa
 a ser vendido às 09h00 de amanhã

Os madeirenses que estudam em universidades do continente interessados nas viagens especiais a 65 euros que a TAP realiza a 20 de Dezembro (Lisboa-Funchal) e a 1 de Janeiro (Funchal-Lisboa) podem reservar lugar a partir de amanhã, às 09h00, em 17 agências de viagens. A informação foi avançada esta tarde, pelo Governo Regional, na sequência de uma reunião entre o vice-presidente Pedro Calado e representantes das agências.
.
De acordo com uma nota divulgada pelo executivo madeirense, os interessados deverão contatar as seguintes agências de viagens com vista à aquisição dos bilhetes: Top Atlantico Madeira, Blandy Travel, Euromar, Intertours, Madeira Viagens, Viagens Abreu, El Corte Ingles, Agência Ferraz, Dunas Viagens, Ilhanorte, Interpass, New Travel, RMK Tours, Ponto de Encontro, Windsor, Intervisa e Good Luck Tours. Num primeiro momento, entre amanhã e 16 de Dezembro, os lugares disponíveis podem ser reservados apenas por estudantes madeirenses a estudar fora da Região. Num segundo momento, caso sobrem algumas vagas da fase de comercialização anterior, para além dos estudantes, os residentes na Região Autónoma da Madeira também poderão adquirir os seus bilhetes (por 86 euros) entre as 9h00 do dia 18 de Dezembro (segunda-feira) e as 18h00 do dia 19 de Dezembro (terça-feira).

O Governo avança mais alguns dados sobre esta operação extraordinária. Assim, o voo Lisboa-Funchal tem lugar às 15h50 de 20 de Dezembro, de modo a permitir que todos os interessados a residir fora de Lisboa possam chegar à capital para embarque. O voo Funchal-Lisboa está marcado para as 11h05 do dia 1 de Janeiro, pelas 11h05.

Os passageiros, no momento de aquisição dos bilhetes deverão fazer prova (documento físico ou digitalizado) da sua elegibilidade como estudante residente ou residente na RAM, conforme o caso.

Nesta operação charter não são permitidos bilhetes “one-way” (um só percurso), nem será possível alterar as datas dos voos. Alterações e reembolsos não permitidos e os reembolsos no âmbito do Subsídio de Mobilidade da Madeira não são aplicáveis. Não é permitida bagagem adicional. Poderão levar uma bagagem de porão (um peça com 23 kg), um volume de bagagem de mão até 8 kg e um item pessoal. Estes voos não são elegíveis para crédito de milhas.

A não comparência no voo Lisboa-Funchal implica o cancelamento automático do voo de regresso. O serviço de check-in online não estará disponível. A reserva de lugar será feita no check-in no aeroporto duas horas antes do voo.

O fecho do voo ocorrerá 45 minutos antes da hora de saída do voo. Durante o voo Lisboa – Funchal serão servidos produtos tradicionais da Madeira, Brisa Maracujá gentilmente cedida pela Empresa Cervejas da Madeira e Bolos de Mel da Madeira cedidos pelas empresas Engenho da Calheta e Fábrica do Ribeiro Sêco.

* FICA O AVISO AOS JOVENS MADEIRENSES

.
.
 III-TABU
AMÉRICA LATINA
3.Beleza Extrema


* Nesta nova época de "bloguices" que vai de Setembro a Julho do próximo ano, iremos reeditar algumas séries que de forma especial sensibilizaram os nossos visitadores alguns anos atrás, esta é uma delas.

** As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

.
.

DESCOMPLICADO?

O método maia para fazer
conta de multiplicação



A multiplicação visual pelo 
método da formação operacional



Como funciona o método hindu 
para multiplicar



FONTE: BBC Brasil


.
.
Um assassino global



.
.
PARA QUE NOS DOA MUITO...

Dachau Concentration Camp 
(1945)



...E NUNCA PARE DE DOER


FONTE: British Pathé

.
.
ESTIMAÇÃO













.
.

1456
Senso d'hoje
JORGE CAMPOS
DEPUTADO À A.R.
BLOCO DE ESQUERDA
"O que até aqui era crime deixa
de o ser, passa para o campo
das contra-ordenações"




FONTE: BLOCONOPARLAMENTO

.