quarta-feira, 23 de agosto de 2017

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1345
Senso d'hoje
ELISABETE MIRANDA
REDACTORA PRINCIPAL
JORNAL DE NEGÓCIOS
"Como está a decorrer a execução
dos fundos comunitários"

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 FONTE: Negócios TV - Jornal de Negócios

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LAPIN

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BOM DIA


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terça-feira, 22 de agosto de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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30-BODY PAINTING

SAMANTHA HOOPES

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GRANDES LIVROS/39

AUTORES DO MUNDO

4- O EMBLEMA RUBRO
DA CORAGEM

Stephen Crane

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III-EXPEDIÇÃO AVENTURA
 6- PANTANAL
2- LÁ VAI UMA CHALANA

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COM RICHARD RASMUSSEN

As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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3 - O pesadelo dos

Resíduos Nucleares

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HELENA MATOS

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Do lado de dentro da janela

Tudo resultou em mais gritos Alá é grande”, mais carrinhas descontroladas afinal conduzidas por mão firme, mais lobos solitários que tinham quem os apoiasse. Mas "Nós não temos medo". Claro que temos

Fechadas em casa. Olhando o inimigo que inflexível avança.
O que viram pela janela por onde espreitavam? A morte – respondeu uma delas a uma jornalista. A tranquilidade com que proferiu aquele “a morte” era desconcertante. Quase grotesco.

As mulheres que fechadas em casa viram passar a morte estavam numa aldeia de Mação. Mas podiam estar fechadas num restaurante em Barcelona, num mercado de flores na Finlândia, numa rua dos EUA…

Ver passar a morte, cruzarmo-nos com ela numa rua cheia de turistas, numa manifestação ou numa estrada rodeada de árvores tornou-se o encontro que tememos aconteça nas nossas vidas ou na dos nossos filhos. Porque garantidamente sabemos que ela, a morte, vai voltar a passar. Apenas esperamos que não se cruze connosco. Com os nossos. Com os que conhecemos. Com os que apenas vimos… Esperamos sobretudo estar longe ou que, acabando a seu lado, ela não nos entreveja do lado de dentro da janela. Não nos ouça o bater descontrolado do coração. Sim, porque o medo existe. Cheira-se. Sente-se. Mas não se pode falar dele.

Oficialmente nós não temos medo. Felipe VI garante que a Espanha não tem medo. Os independentistas catalães que apostaram na migração proveniente de Marrocos em detrimento da dos países da América Latina. porque acreditam ser os magrebinos mais sensíveis à causa da secessão, também declaram que não têm medo. E claro espera-se que também digam que não há razões para ter medo aqueles que fugiram à frente da carrinha, os que por trás janelas os viram passar e os que viviam no bairro onde os supostos refugiados/migrantes de ocupação profissional indefinida acumulavam bilhas de gás numa casa que tinham ocupado. Contudo quem recorda a forma como o estado espanhol reagia de imediato aos atentados da ETA ou a qualquer acontecimento que pudesse denunciar a presença daquele grupo terrorista, como uma explosão acidental similar à que teve lugar na casa de Alcanar, não deixa de sentir medo perante a actual bonomia das autoridades espanholas face ao quotidiano destes alegados migrantes. E medo maior se experimenta quando se constata que nas horas que seguiram à explosão da casa de Alcanar não se reforçou a sério a segurança na Catalunha. Mas é no “Não temos medo” que por agora estamos.

Na verdade não é só é profundamente falso dizer que não temos medo como subjacente a essa aparente fanfarronice está a convicção de que a ameaça não é relevante. Ou pelo menos suficientemente grave para se poder assumir publicamente que se sente medo.

Afinal é no assumir do medo que está a grande clivagem do nosso tempo. Um mundo dividido entre uma casta privilegiada que legisla sobre tudo e que controla tudo desde o pensamento à linguagem mas que nos momentos cruciais falha rotundamente na sua obrigação de garantir a segurança dos cidadãos.

Nesse mundo da casta é proibido falar de medo. A criminalidade dita pequena por quem não a sofre directamente é um assunto para demagogos. Os paióis são roubados mas todos os procedimentos, dizem, foram cumpridos. Os atentados acontecem mas ficamos a saber que pelo menos um dos protagonistas já estava sinalizado pelas nossas polícias. O fogo chama-se incidente pirotécnico e no limite tudo resulta das ignições. Em conclusão, não há razões para ter medo.

Este seria um mundo assepticamente perfeito de procedimentos e sinalizações não fosse a realidade. Daí a importância do negar a realidade e do diabolizar qualquer tentativa de a mostrar: falar da sustentabilidade da segurança social implica ser rotulado como estando contra os pensionistas. Indagar da capacidade da Europa para receber todos os imigrantes que a procuram vale de imediato ser acusado de xenofobia. Referir o crescimento da dívida leva à acusação de insensibilidade social. Questionar o que acontece nas escolas para que isto seja possível é de imediato transformado numa discussão sobre o populismo…

Esta transformação da testemunha num réu funciona: ninguém gosta de ser acusado para mais de um aleijão moral que se cola ao corpo.
Mas o terrorismo islâmico na sua imensa e óbvia brutalidade está a colocar sob pressão esta transposição automática da discussão dos problemas para o julgamento moral de quem os denuncia: no 11 de Setembro as vítimas eram americanas e como tal responsáveis por várias iniquidades mundiais. Já as primeiras vítimas europeias do terrorismo islâmico como aconteceu com o realizador Theo Van Gogh explicavam-se pelo seu “perfil controverso” ou por integrarem essa falácia que dá pelo nome de “anti-Islão”. (O conceito do “anti-Islão” reproduz passo a passo o antigo esquema da diabolização do anti-comunista naturalmente primário: admitia-se que algumas pessoas fossem contra o comunismo mas jamais se encontrou algum anti-comunista que não o fosse por más razões. Uns eram de extrema-direita, outros reaccionários, outros corruptos… e todos eles invariavelmente primários.)

À medida que cresce o número de vítimas aumenta a percepção de que qualquer um pode ser esfaqueado ou decapitado. E aumenta o medo que, dizem, não temos. Ciclicamente um novo slogan entra em cena poupando-nos ao ridículo do falhanço do anterior: antes do “Não temos medo” era o “Je suis…” Um mantra que por sua vez sucedeu ao “Terrorismo, nunca mais”, que por sua vez sucedeu ao “Imagine”…

Esse nosso versejar teve o efeito contrários às nossas intenções: tudo resultou em mais gritos de “Alá é grande”, mais facadas, mais carrinhas descontroladas afinal conduzidas por mão firme, mais lobos solitários que afinal tinham quem os apoiasse e escondesse, mais desequilibrados mentais que estavam de perfeito juízo…
(A estupefacção pelo falhanço da nossa retórica apesar de tudo não deve ser tão grande quanto a perplexidade dos dinamarqueses ao constatarem que nas suas mesquitas se ensina o ódio.
Isto apesar de a Dinamarca ter acolhido milhares de refugiados muçulmanos particularmente jovens rapazes provenientes da Síria e de ter lançado um programa destinado aos que abraçaram o terrorismo significativamente intitulado “Abrace um terrorista”. Nos vídeos promocionais do dito “Hug a Jihadi”, cujo visionamento aconselho vivamente, ensinam-nos que os jovens se tornam terroristas porque ao emigrarem dos seus países de origem para a Europa, no caso para a Dinamarca, se sentem apanhados entre dois mundos. Espantosamente nem os protagonistas do recurso à bomba porque se sentem apanhados entre duas culturas nem as autoridades da Dinamarca se interrogaram um segundo sequer sobre o assombroso facto de jamais chineses, portugueses, vietnamitas, moçambicanos, espanhóis, brasileiros… que tanto têm migrado para países tão diferentes dos seus, terem alguma vez optado por mitigar a sua desorientação cultural esfanicando os cidadão dos seus países de acolhimento ou doutros quaisquer. Pelo contrário aceitam trabalhos que mais ninguém faz, poupam para enviar dinheiro para as suas famílias e para o melhoramento das suas terras. Bombas é que não há notícia que tenham pago ou custeado.)

O porquê desta anomia face ao terrorismo islâmico é conhecida: a esquerda trocou os operários pelos muçulmanos e esquecidos nas periferias urbanas os operários acabaram atrás da janela a ver o que oficialmente não existe. Em países como a França vêem todos os dias o fundamentalista que, sem pegar em facas, causa conflitos para que a sua mulher use burka na rua, para que as suas filhas não sejam atendidas por um médico, para que no refeitório da escola não se cozinhe carne de porco, para que os judeus deixem de passar por aquela rua, para que os comerciantes não vendam álcool, para que a festa de Natal não se realize…

Agora que os amanhãs já não cantam a Internacional a caminho de uma sociedade sem classes, a fúria da rua árabe e toda aquela litania da colonização, as cruzadas e tudo o que mais lembrar, configuram-se como o anúncio do admirável mundo novo que mais uma vez se anuncia: uma sociedade em que as comunidades substituíram os cidadãos; as minorias impõem as suas particulares circunstâncias como regras e os revolucionários se tornaram reguladores dos ressentimentos.

IN "OBSERVADOR"
20/08/17


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1330.UNIÃO



EUROPEIA



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144-BEBERICANDO
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COMO FAZER "BATIDA DE PAÇOQUITA"

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4-AMAR NÃO DEVERIA
SER CRIME

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ÚLTIMO EPISÓDIO

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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 MAAT 
Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

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FONTE: Assim Portugal

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10 DESAPARECIDOS
COLISÃO ENTRE NAVIOS

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FONTE: AFPBrasil

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INDIFERENÇA


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VIENA
  PASSEANDO EM 1936

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FONTE: travelfilmarchive

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 DE ENTÃO PARA CÁ...

Sahelanthropus tchadensis



Kenyanthropus platyops



Australopithecus afarensis



Paranthropus boisei




Homo habilis





Homo ergaster




Homo erectus



Homo heidelbergensis




Homo neanderthalensis



Homo Aldrabosus



Homo sapiens







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1344
Senso d'hoje
ANTÓNIO COSTA
1º MINISTRO
REPÚBLICA PORTUGUESA
"Declaração sobre
o estado de calamidade"

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* Comunicado feito a 18/08/17 esclarecendo sobre os planos de acção entre aquele dia e ontem 21/08717



FONTE: REPÚBLICA PORTUGUESA

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QUANDO OS ANIMAIS

SE ZANGAM!

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BOM DIA





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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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5-SUBTILEZAS
COMO FAZER AMIGOS E
INFLUENCIAR PESSOAS/2
por DALE CARNEGIE

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RESUMO ANIMADO


FONTE: IlustradaMente


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7-SAIAS BAILADORAS

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3-NEUROMARKETING

CIDADÃOS SOB A INFLUÊNCIA
DA PUBLICIDADE

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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 XIII-MEGA MÁQUINAS

2- O MEGATRITURADOR
DE NOVAIORQUE

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*Interessante série reveladora da quase perfeição mecânica, notável produção da NG.

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.
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JOSÉ PACHECO PEREIRA

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Eu não sei 
onde se vai legalmente 
buscar tanto dinheiro…

As candidaturas independentes nas autárquicas são um factor de renovação do pessoal político, e aumentam a competitividade eleitoral. Mesmo quando nessas listas estão os "rejeitados" das listas partidárias

…mas há candidaturas autárquicas que transpiram riqueza e largueza de meios por todo o lado. Acompanho, pelas razões de que falei no meu último artigo, quase 500 campanhas diferentes de concelhos e freguesias e a desproporção de meios nalguns casos é flagrante, assim como a abundância de recursos. A ostentação de meios é tão patente, que me pergunto se alguém que deve fazer essa pergunta em termos institucionais, seja a Comissão Nacional de Eleições, seja a Procuradoria, seja lá quem for, não vê o mesmo que eu vejo. Na rua, diante de todos.

Caça aos independentes
As tentativas de usar expedientes processuais para afastar listas de independentes por parte de candidaturas partidárias ou pessoas que lhes fazem o serviço, mostra como se "engole" mal o facto destas listas serem possíveis nas eleições autárquicas e, a julgar pelas últimas eleições, terem um considerável sucesso. O caso de Oeiras com Isaltino e o do Porto com Rui Moreira são exemplo disso mesmo, até porque, quer num caso quer noutro, se trata de candidaturas potencialmente ganhadoras.

Será muito difícil convencer alguém em Oeiras que assinou a propositura de Isaltino sem saber quem estava a apoiar. Isaltino é uma figura muito controversa, muito conhecida e muito popular, e quem de perto ou de longe lhe deu o nome para assinar a candidatura sabia muito bem o que estava a fazer. É muito mais provável que quem tenha assinado as candidaturas de Paulo Vistas ou em particular do candidato do PSD, saiba bastante menos o que está a fazer, e vá ao engano.

Do mesmo modo, o PSD do Porto que processou Rui Moreira por usar a expressão o "Porto é o meu partido", objectando que a palavra "partido" não pode ser usada numa candidatura independente, também não tem estado em Portugal nos últimos anos. Só dando exemplos que recentemente me passaram pelas mãos, o PS em Favaios, freguesia de Alijó tem uma lista intitulada "Favaios o nosso partido", ecoando a lista concelhia que diz "o concelho é o nosso partido", e a lista de uma candidatura independente na Vidigueira diz "o nosso partido é a Vidigueira". E movimento "O nosso partido é a Lourinhã"? Dei exemplos de campanhas eleitorais do Portugal profundo, mas há muito mais por todo o lado.

As candidaturas independentes nas autárquicas são um factor de renovação do pessoal político, e aumentam a competitividade eleitoral. Mesmo quando nessas listas estão os "rejeitados" das listas partidárias, como ainda é muito comum, isso transporta para o eleitorado a decisão que deveria corresponder a uma maior democraticidade interna. Mas é essencialmente o aumento da competitividade que preocupa os partidos e por isso, quer a lei, quer as dificuldades impostas às candidaturas independentes, destinam-se a armadilhar a competição e obrigar a maior militância, maior organização e muitas vezes ter de concorrer com muito pouco dinheiro.

Obama empurrava os conflitos para a frente, Trump torna-os intratáveis e perigosos
É verdade que a administração Obama procrastinava. Adiava decisões, ou não sabia que decisões tomar e isso em certos conflitos, agrava-os. Noutros, é uma maneira de os ajudar a resolver. Não há regra universal para todos os conflitos principalmente os que dizem respeito à política externa. Quanto a questões de defesa e segurança já o adiamento sistemático é por regra uma má solução e o caso da Coreia do Norte é disso um bom exemplo. Muitas críticas a Obama e Hillary Clinton têm por isso toda a razão de ser.

Mas isso não justifica o que Trump está a fazer, que é tornar os conflitos intratáveis, muito difíceis de resolver sem soluções muito voláteis e por isso muito perigosas. O caso da Coreia do Norte é também o melhor exemplo, tratado com todas as características de Trump, ignorância, desleixo, bravado, mentalidade de forcado diante de um touro nuclear.

Na mesma semana em que os EUA tinham tido uma importante vitória diplomática com a aprovação unânime de sanções com o voto da Rússia e da China, não foi capaz de esperar pelo resultado da sua aplicação. Se queria manter uma política firme, podia pressionar a sua aplicação rigorosa, até porque estas sanções são muito mais onerosas para o regime da Coreia do que as anteriores. Mas não. Resolveu desencadear uma retórica de ferro e fogo, que incomodou os seus aliados, acentuou o isolamento dos EUA, reforçando o principal factor de decadência da influência americana - ele mesmo, o Presidente que muitos líderes mundiais consideram incompetente e perigoso.


IN "SÁBADO"
20/08/17

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1329.UNIÃO



EUROPEIA



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2- Múmias dos Incas do Peru

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FONTE: O UNIVERSO DO DOCUMENTÁRIO
* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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