terça-feira, 8 de agosto de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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28-BODY PAINTING

LAUREN MELLOR 




4.
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GRANDES LIVROS/39

AUTORES DO MUNDO

2- O EMBLEMA RUBRO
DA CORAGEM

Stephen Crane



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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1 - O pesadelo dos

Resíduos Nucleares




* Neste mês de Agosto iremos reeditar algumas séries que,  de forma especial, sensibilizaram os nossos visitadores alguns anos atrás, esta é uma delas.

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II-EXPEDIÇÃO AVENTURA
 5- PANTANAL
2- VIDA NO RIO


COM RICHARD RASMUSSEN

As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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DIANA SOLLER

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A maldição do 
politicamente correto

Uma sociedade que é obrigada a autocensurar-se acumula ressentimentos entre grupos sociais. Muitos. E mais tarde ou mais cedo esses ressentimentos vão ter consequências políticas.
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É difícil definir o que é o politicamente correto. Talvez seja mais fácil transcrever uma pequena história relatada pela socióloga Arlie Russell Hochschild, na sua etnografia sobre o Luisiana, publicada no ano passado. O episódio é contado na primeira pessoa por Mike Schaft, criado pela família numa plantação de cana-de-açúcar. A certa altura diz ele: “Eu costumava dizer a N-Word e muitos dos miúdos pretos com quem eu brincava diziam-na também. Mas deixei de a dizer em 1968. Lembro-me de gritar, em 1968, da claque do estádio de futebol da universidade, a torcer pelo nosso melhor jogador. ‘Corre! Negro! Corre!’ E no ano a seguir, em 1969, estava a gritar “Corre! Joe! Corre!’ Não voltei a usar a palavra desde essa altura. E estou ansioso para que chegue o dia em que a cor não importe. Penso que estamos a meio caminho.”

Convém esclarecer que “negro” é uma palavra proibida nos Estados Unidos, porque remete para o imaginário da escravatura e da segregação. Era (e é) um insulto. A palavra politicamente correta é “afro-americano” e em linguagem coloquial (leia-se entre amigos, em privado ou em referência a uma comunidade e não a um indivíduo) ninguém se ofende com a designação black. E que este é apenas um dos muitos exemplos das minorias supostamente (sim, supostamente) protegidas por estes artifícios.

Assim, talvez a melhor definição de politicamente correto talvez seja mesmo o conjunto de palavras, expressões, atos e posições políticas ou ideias ditas discriminatórias que são sancionadas socialmente. E na sociedade americana, garanto­-vos, as restrições são muito mais do que na Europa, e a população muito mais vigilante.

Só aos poucos me fui apercebendo da força deste pressuposto político na sociedade norte-americana. Fui aprendendo a conviver com as queixas de uns e de outros. Em privado, os membros das minorias queixavam­-se de que as pessoas usavam subterfúgios linguísticos para lhes lembrar que não eram brancos (uma interpretação largamente exagerada) e os membros da maioria iam dizendo que tanta “ação afirmativa” (a nova expressão politicamente correta para a “descriminação positiva”) acabava por lhes prejudicar a vida. Como se “ser branco”, especialmente do género masculino, fosse razão suficiente para passar a vida a “pedir desculpa”.

Podíamos dissertar sobre o que levou a este comportamento – que não é apenas americano – mas as razões não cabem aqui. Onde queria chegar é que uma sociedade que é obrigada a autocensurar-se permanentemente, acumula ressentimentos entre grupos sociais. Muitos. E mais tarde ou mais cedo esses ressentimentos vão ter consequências políticas. Também não vale a pena dizer que parte (não se consegue medir quanto) da vitória de Trump e o sucesso de outros populistas se deve ao facto de estes dizerem o que parte da população pensa, mas engole como se fosse um sapo.

Mas há três coisas que vale a pena dizer: a primeira, é que não se combate o politicamente correto com o seu contrário – palavras inflamatórias e discursos populistas. Se esconder a verdade com eufemismos não faz bem a ninguém, deturpar a verdade com expressões exageradas e depreciativas também não.

A segunda, é que o politicamente correto é um fantasma social: é criado por movimentos e grupos sociais e políticos que beneficiam em determinado momento histórico, da criação de clivagens e correspondentes “palavras proibidas” que se perpetuam e reproduzem no tempo.

Terceiro, para combater o politicamente correto é preciso desmistificá-lo. É preciso procurar origens. É preciso desfazer mitos históricos. É preciso denunciar cada vez que se assiste a um novo comportamento político nesse sentido, não respondendo da mesma moeda, mas desmontando o discurso, com a moderação que é necessária em casos delicados. Mas acima de tudo é preciso, de uma vez por todas, que os responsáveis políticos dialoguem com as populações. Que quem está no poder tem de ser capaz de falar com a opinião sobre assuntos complexos, inclusive no que respeita à mudança de paradigmas.

Impopular? Com certeza. Difícil? Sim. Demorado? Sem dúvida. Mas se tantos se preocupam, e bem, com a saúde do planeta não para as nossas gerações, mas para os que vêm a seguir a nós, a mim também me preocupa a saúde das nossas sociedades, agora e no futuro. Também, como Mike Schaft, “estou ansiosa para que chegue o dia em que a cor não importe” (pode substituir-se “cor” por uma série de outros preconceitos instrumentalizados). Mas isso só será verdadeiramente possível com uma drástica redução do politicamente correto. E nisso, todos temos responsabilidades.

Investigadora do IPRI

IN "OBSERVADOR
04/08/17

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1316.UNIÃO



EUROPEIA



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142-BEBERICANDO


COMO FAZER "SEX ON THE PEACH"

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2-AMAR NÃO DEVERIA
SER CRIME





* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


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Mónica Ferraz

GOLDEN DAYS


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Ladrão sempre
à mão



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Planeamento familiar na Bielorussia
 

FONTE: ONU Brasil

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RAIOS ULTRAVIOLETA


Em Portugal a incidência dos raios ultravioleta é intensa e preocupante cobrindo todo o território português desde o  rio Douro até ao Algarve, recomenda-se para toda a gente:

- Uso de chapéu com aba
- Óculos escuros
- Ingestão de água
- vestuário de cor clara, camisas com manga.

VEJA AS IMAGENS







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BALI
 Paradise Isle 
1946



FONTE: travelfilmarchive

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APENAS 50 ANOS


Situação: O fim das férias.
Ano 1967:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar e os miúdos para as aulas.
Ano 2017:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.
Ano 1967
:
Não se passa nada.
Ano 2017:

As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.


Situação: O Pedro está a pensar ir até à mata depois das aulas, Assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder cortar uns ramos e fazer uma fisga.
Ano 1967
:
O professor vê, pergunta-lhe onde se vendem daquelas navalhas, e mostra-lhe a
 sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2017:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
 para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1967
:
Os companheiros animam a luta, puxam por eles, e o Carlos ganha. Apertam as mãos e
 acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2017:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar.
 O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipa de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1967:
Mandam o Jaime falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca
 de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2017:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalina. O Jaime
 parece um zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1967:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem-sucedido.

Ano 2017:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
 paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zezinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A professora encontra-o sentado na berma da pista a chorar  e abraça-o para o consolar.
Ano 1967:
Passado pouco tempo, o Zezinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2017:
A professora é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a professora por trauma emocional, ganhando ambos os processos.
A professora, no desemprego e cheia
 de dívidas, suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da professora por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1967
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Depois de uns socos de parte a parte, levantam-se e vai cada um para sua casa.
 Amanhã são amigos.
Ano 2017:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma
 grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio aaveriguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revoltar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.
Ano 1967:
O professor espetava-te duas valentes lambadas bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2017:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te
 desculpa e compra-te uma Playstation última versão.

SEM COMENTÁRIOS


* Obrigado JOPE


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1330
Senso d'hoje
SÍLVIO MATOS
COMUNICADOR BRASILEIRO
"O Capitalismo é Frio e Cruel"



LEITURA ACONSELHADA:
Você pode rejeitar o Capitalismo mas não pode rejeitar o Estado  de JOÃO CÉSAR DE MELO.

FONTE: Silvio Matos

NR: O autor diz intencionalmente mal do Capitalismo para ainda dizer pior do Estado, é preciso estar atento às falácias e à sua retórica.
Ainda não se vive organizadamente sem Estado, desconhecemos a existência de um país anarquista, mas talvez no futuro se possa viver sem capitalismo.


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PACIFICADORES CANINOS


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BOM DIA


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9-TEATRO
FORA "D'ORAS"

X-AQUI HÁ  
FANTASMAS 



Consta que uma casa senhorial está assombrada. Então o Professor Hermes decide fazer uma experiência em que anda a magicar há muito tempo: testar a pílula da coragem. Escolhe um pobre diabo, o Chichas, para cobaia, e promete-lhe 150 contos em troca de ele passar lá a noite. Leva o Chichas e a uma enfermeira para a casa assombrada e pede a um colega que se disfarce de fantasma para assustar o homem. Só que há outros fantasmas lá em casa. Uma comédia escrita e encenada por Henrique Santana, gravada com público sob a direcção de televisão de Pedro Martins. Do elenco fazem parte, para além do próprio Henrique Santana, Rita Ribeiro, Armando Cortez, Maria Helena Matos, Henrique Santos, Carlos Quintas, Luís Alberto, António Feio, Cristina de Oliveira, José Raposo e Francisco Vaz. Uma peça de arrepiar.

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